Wellington Fagundes rebate críticas e defende pré-candidatura ao governo de MT

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Wellington Fagundes rebate críticas e defende pré-candidatura ao governo de MT

O senador Wellington Fagundes (PL) respondeu neste fim de semana a declarações feitas pelo ex-senador Cidinho Santos (PP) e reforçadas pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre sua suposta falta de experiência para governar o Estado de Mato Grosso nas eleições de 2026. A reação de Fagundes intensifica a disputa interna entre parlamentares e o grupo governista, que tem como principal candidato o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Cidinho, aliado político de Mendes e defensor da postulação de Pivetta, afirmou em pronunciamentos públicos que, apesar da longa trajetória legislativa, Fagundes “não tem perfil para governar Mato Grosso” por não possuir experiência administrativa no Executivo. Segundo ele, esse tipo de vivência seria essencial para gerir o Estado.

Em resposta, Wellington Fagundes afirmou que recebe as críticas “com humildade” mas rejeita a ideia de que a ausência de experiência executiva impeça alguém de assumir o comando do Estado. O senador destacou que arrogância não leva a nada e que limitar aspirações com base em experiência prévia seria discriminatório, comparando a situação a sonhos e ambições legítimas de políticos e cidadãos de diferentes trajetórias.

Em entrevistas, Fagundes enfatizou que muitas lideranças nacionais e estaduais de destaque chegaram ao Executivo sem passar por cargos administrativos, citando exemplos como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC), todos sem experiência anterior no Executivo antes de assumirem posições de comando.

O debate público sobre perfil e experiência acontece em um contexto mais amplo de indefinições no cenário político de Mato Grosso, em que Wellington, apesar de ter uma carreira consolidada no Legislativo — incluindo mandatos como deputado federal e senador desde 2014 — enfrentou derrotas em pleitos majoritários anteriores, como nas eleições para governador em 2018.

Por sua vez, aliados de Mendes e Cidinho reforçam a ideia de que a liderança executiva demanda preparo específico, apoiando Pivetta como candidato que reúne perfil técnico e político para suceder o atual governo. A polarização entre postura administrativa e experiência parlamentar deverá ser um dos temas centrais na campanha eleitoral de 2026 no estado, à medida que o quadro definitivo de candidaturas se consolida em meio às articulações políticas regionais.