Violência em Mato Grosso: avanços e desafios em um dos estados com maiores taxas do país

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Violência em Mato Grosso: avanços e desafios em um dos estados com maiores taxas do país

O estado de Mato Grosso segue enfrentando um quadro complexo de violência, com reduções em alguns indicadores, mas mantendo altas taxas de homicídios e crimes violentos em comparação com a média nacional. Segundo dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o estado registrou 1.142 mortes violentas intencionais em 2024, o que representa uma taxa de 29,8 homicídios por 100 mil habitantes, bem acima da média brasileira. No total, mais de 11 mil mortes violentas foram contabilizadas em Mato Grosso nos últimos 12 anos.

A situação contrasta com a tendência nacional de queda nas Mortes Violentas Intencionais (MVI), que registrou a menor taxa desde 2012 no país inteiro. Ainda assim, o estado tem apresentado avanços pontuais: programas de policiamento intenso, como a política Tolerância Zero, registraram queda de 25% nos crimes de homicídio, passando de 879 registros entre novembro de 2023 e novembro de 2024 para 661 no período seguinte.

Além dos homicídios, outros indicadores criminais também variaram. Segundo dados do Observatório Estadual de Segurança Pública, os índices de roubos e furtos diminuíram pelo terceiro ano consecutivo, com queda de cerca de 19% em 2024 em comparação com 2023.

Apesar desses sinais positivos, desafios persistem, como a violência contra grupos vulneráveis. Organizações locais ressaltam a importância de medidas protetivas, especialmente considerando que casos de violência doméstica e feminicídios continuam relevantes, e que o Ministério Público tem destacado a necessidade de prevenção e assistência às vítimas.

Ranking das 10 cidades mais violentas de Mato Grosso (estimativa de 2024/2025)

Com base em dados regionais, anuários de segurança e estimativas de taxas de homicídio por 100 mil habitantes, o cenário municipal mais crítico destaca:

  1. Sorriso – tradicionalmente com taxas muito altas de homicídio, embora tenha registrado redução recente.
  2. Cuiabá – capital com índices elevados no contexto estadual, ainda acima da média nacional.
  3. Várzea Grande – área urbana densamente populada com problemas persistentes de violência.
  4. Rondonópolis – município com influência econômica e desafios de segurança associados.
  5. Tangará da Serra – taxas de homicídio acima da média estadual.
  6. Sinop – histórico de incidentes graves e mortalidade violenta significativa.
  7. Lucas do Rio Verde – crescimento urbano com casos notáveis de violência.
  8. Cáceres – fronteira com rota de tráfego de drogas e armas.
  9. Campo Novo do Parecis – região com crimes violentos superiores ao esperado.
  10. Peixoto de Azevedo – municípios do interior com desafios em policiamento.

Observação: o ranking é baseado em tendências das taxas de homicídios estimadas por fontes especializadas e informações públicas regionais; dados completos município por município ainda dependem das estatísticas oficiais integradas.

O quadro mostra que, embora Mato Grosso tenha conseguido reduzir alguns crimes específicos, especialmente homicídios e furtos em determinados períodos, a violência letal ainda permanece uma questão urgente, exigindo políticas mais eficazes, integração das forças de segurança e ações sociais que abordem as causas estruturais da criminalidade no estado.