Nomeação estratégica busca alinhar política monetária dos EUA; economista precisa de aprovação do Senado para assumir o cargo em maio
O presidente Donald Trump anunciou formalmente a indicação de Kevin Warsh para assumir o comando do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Warsh, que já atuou como conselheiro na Casa Branca e foi membro do conselho do Fed, é visto como um nome de confiança para executar a visão econômica da nova gestão.
Se confirmada pelo Senado, a nomeação de Warsh encerrará o ciclo de Jerome Powell, cujo mandato como presidente da autoridade monetária termina em maio de 2026. A escolha sinaliza uma possível mudança na condução da taxa de juros, uma vez que o indicado é conhecido por suas críticas anteriores a certas políticas de estímulo.
O mercado financeiro reagiu com volatilidade controlada, enquanto congressistas republicanos e democratas se preparam para as sabatinas que devem ocorrer nos próximos meses. A aprovação exige maioria simples no Senado, onde a articulação política de Trump será testada em torno da independência técnica do banco central americano.
Especialistas apontam que o principal desafio de Warsh será equilibrar o controle da inflação com a pressão presidencial por um crescimento econômico acelerado e juros baixos. A transição ocorre em um momento delicado, em que a estabilidade global depende diretamente das decisões tomadas pelo colegiado em Washington.