O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (29/12) que forças americanas realizaram um ataque em solo venezuelano, atingindo e destruindo uma instalação suspeita de ser usada para o carregamento de drogas na costa da Venezuela — em uma ação que marca uma escalada significativa na pressão de Washington contra o governo de Nicolás Maduro.
Em declarações à imprensa, Trump disse que a ação ocorreu na semana passada e que os EUA “atingiram com força” uma área portuária onde barcos supostamente ligados ao narcotráfico eram carregados, resultando em uma “grande explosão” no local. O presidente não detalhou quem conduziu a operação — se as forças armadas, a CIA ou outro componente — nem especificou a localização exata do ataque.
Segundo Trump, a ação faz parte de uma campanha mais ampla dos EUA para combater o tráfico de drogas e aumentar a pressão sobre o regime de Maduro. A campanha, iniciada em 2025, já incluiu ataques a embarcações no Mar do Caribe e no Pacífico Oriental, bem como a imposição de bloqueios e a intensificação de presença militar na região.
Se confirmada como ataque terrestre em território venezuelano, a operação representaria a primeira ação desse tipo desde o início da administração Trump, configurando um novo patamar na crise entre os dois países. A Casa Branca e o Pentágono ainda não divulgaram comunicação oficial detalhada nem provas independentes do ocorrido, e o governo venezuelano até o momento não comentou oficialmente a declaração de Trump.
A escalada ocorre em um cenário já tenso: Trump tem descrito o presidente Maduro como um facilitador do narcotráfico e ampliado sanções, além de ter autorizado operações sigilosas da CIA dentro da Venezuela. A tensão se estende a confrontos diplomáticos mais amplos, com Caracas denunciando os EUA por tentativa de “mudança de regime”.
Analistas internacionais alertam que uma ação militar direta de Washington em solo venezuelano pode inflamar ainda mais tensões regionais, envolvendo governos latino-americanos, organizações internacionais e aliados estratégicos. A resposta de Caracas e a reação da comunidade internacional nas próximas horas serão cruciais para definir os rumos deste novo capítulo da crise venezuelana.