WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026) uma ordem executiva de emergência para proteger receitas petrolíferas da Venezuela mantidas em contas do Tesouro dos EUA, bloqueando a possibilidade de que essas receitas sejam confiscadas por tribunais ou credores privados. A medida ocorre em um momento de intensificação da política americana sobre o país sul-americano após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
A ordem tem como objetivo garantir que os recursos arrecadados com a venda de petróleo venezuelano — atualmente sob custódia dos EUA — não sejam objeto de penhora ou execução judicial, e determina que esses fundos sejam utilizados para promover “paz, prosperidade e estabilidade” na Venezuela no âmbito de iniciativas governamentais e diplomáticas.
O anúncio foi feito logo após Trump receber executivos de grandes empresas petrolíferas na Casa Branca, incluindo representantes de Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips, em um encontro no qual o presidente incentivou as companhias a investirem no setor energético venezuelano e reconstruírem sua infraestrutura petrolífera, que tem sofrido com décadas de falta de investimento e deterioração.
Segundo a Casa Branca, a ordem também impede que credores internacionais realizem reivindicações sobre as receitas petrolíferas venezuelanas, consideradas propriedade soberana de Caracas mantida em contas nos EUA, e reforça a estratégia dos EUA de controlar receitas e vendas de petróleo venezuelano como parte de sua política externa e de estabilidade econômica na região.
A medida ocorre em meio a críticas e debates sobre a presença e o papel dos Estados Unidos na economia venezuelana. Enquanto a administração Trump afirma que os fundos petrolíferos protegidos serão usados para fins diplomáticos e de reconstrução, opositores levantam preocupações sobre soberania e legalidade internacional, argumentando que a proteção de receitas estrangeiras pode conflitar com princípios jurídicos tradicionais.
A ordem assinada por Trump marca um avanço significativo na tentativa de moldar o futuro do setor de energia venezuelano sob influência e interesses americanos, incluindo a potencial participação direta de grandes petrolíferas em projetos no país.