Transporte aéreo brasileiro enfrenta risco de instabilidades no início da próxima semana, na reta final de 2025

· 2 min de leitura
Transporte aéreo brasileiro enfrenta risco de instabilidades no início da próxima semana, na reta final de 2025

O transporte aéreo no Brasil pode enfrentar problemas significativos já no início da próxima semana, logo na reta final de 2025, aumentando a incerteza para passageiros que planejam viagens domésticas e internacionais na virada do ano. Especialistas e sindicatos apontam que a combinação de um estado de greve entre pilotos e comissários, juntamente com pressões operacionais e recorde de demanda, pode resultar em atrasos, cancelamentos e transtornos nos principais aeroportos do país.

Segundo informações de entidades representativas, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) declarou estado de greve e convocou assembleias para segunda-feira (29) para decidir sobre uma possível paralisação das atividades a partir de 1º de janeiro de 2026 — justamente quando o setor se prepara para um dos períodos mais movimentados do ano.

A possibilidade de greve ocorre em um momento em que o aumento do tráfego aéreo tem pressionado a infraestrutura dos aeroportos brasileiros. Enquanto o setor caminha para fechar 2025 com aproximadamente 130 milhões de passageiros, um recorde histórico que supera os níveis pré-pandemia, a capacidade operacional das principais rotas pode estar no limite.

Nos últimos dias, grandes hubs como São Paulo-Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão enfrentaram mais de cem atrasos e múltiplos cancelamentos, refletindo o crescimento da demanda e capacidade limitada de resposta em situações de estresse operacional.

Além disso, problemas pontuais, como atrasos e cancelamentos no Aeroporto Internacional Aluízio Alves (RN), indicam que as dificuldades não estão restritas a apenas alguns terminais, mas podem se espalhar por diversas regiões do país.

Outra questão estrutural é a situação de algumas companhias aéreas menores; por exemplo, a Voepass teve sua licença de operação suspensa e entrou em processo de recuperação judicial, o que reduziu a oferta de voos e pressionou ainda mais a malha aérea doméstica.

A combinação de alto nível de ocupação dos voos, estado de greve potencial e limitações operacionais pode provocar atrasos em conexões, cancelamentos e superlotação de áreas de embarque e desembarque, prejudicando passageiros e complicando o planejamento de viagens em um período que tradicionalmente registra grande fluxo.

Autoridades como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Ministério de Portos e Aeroportos acompanham de perto a situação e prometem medidas de mitigação, mas alertam que a solução depende tanto do diálogo entre trabalhadores e empresas aéreas quanto de capacitação e planejamento logístico para suportar a elevada demanda no final de ano.