Supremo da Venezuela nomeia vice-presidente Delcy Rodríguez como líder interina após captura de Maduro

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Supremo da Venezuela nomeia vice-presidente Delcy Rodríguez como líder interina após captura de Maduro

Em um momento de intensa turbulência política na Venezuela e repercussões regionais e internacionais, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) venezuelano decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deve assumir o comando do país de forma interina após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no início de janeiro de 2026.

A decisão do TSJ foi anunciada no sábado, 4 de janeiro, e encaminhada em rede obrigatória de rádio e televisão, declarando que Rodríguez deverá exercer imediatamente as funções de presidente da República Bolivariana da Venezuela, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação.

Rodríguez, que já ocupava o cargo de vice-presidente desde 2018 e tem longa trajetória política no país, torna-se assim a primeira mulher a chefiar o Executivo venezuelano, ainda que de forma temporária, em meio a uma crise constitucional e geopolítica sem precedentes na história recente da Venezuela.

O episódio teve início após uma operação militar dos Estados Unidos em solo venezuelano, que resultou na detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma prisão federal em Nova Iorque, conforme relatos de veículos internacionais. O governo dos EUA — que em comunicado afirmou que suas forças haviam capturado o presidente — enfrenta críticas de diversos países e líderes internacionais, que classificaram a ação como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional.

Graças à nomeação do TSJ, Delcy Rodríguez assumiu um papel central no cenário político, mesmo diante de declarações de liderança contrárias de atores internos e pressões diplomáticas externas. Observadores internacionais têm acompanhado de perto o desenrolar da situação e cobrado um processo de transição que respeite os marcos constitucionais e o princípio de soberania.

Enquanto isso, a nova liderança enfrenta desafios imediatos de legitimidade interna, estabilidade institucional e relações diplomáticas com governos que divergem sobre a legalidade da intervenção externa. A continuidade do governo venezuelano sob a liderança de Rodríguez e os próximos passos no plano constitucional permanecem questões centrais para a estabilidade política no país e na região.