Suíça congela bens ligados a Nicolás Maduro após sua prisão pelos EUA

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Suíça congela bens ligados a Nicolás Maduro após sua prisão pelos EUA

Em mais um desdobramento da crise internacional desencadeada pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos, o governo da Suíça anunciou o congelamento de todos os bens mantidos no país pelo líder venezuelano e por seus associados. A medida foi determinada nesta segunda-feira (5) pelo Conselho Federal suíço e entra em vigor com efeito imediato, com validade prevista de quatro anos.

Segundo o comunicado oficial, o congelamento de ativos atinge 37 pessoas vinculadas a Maduro, embora o governo suíço não tenha divulgado o valor ou a localização exata dos bens ou contas abrangidos pela medida. O objetivo, segundo as autoridades, é evitar a saída de recursos potencialmente ilícitos do país, em um contexto de grande volatilidade política na Venezuela e após a transferência do ex-presidente venezuelano para os Estados Unidos para enfrentar acusações de narcotráfico e outros crimes.

A decisão de Berna se soma às sanções existentes contra a Venezuela desde 2018, quando vários países — incluindo os Estados Unidos, o Canadá e membros da União Europeia — já haviam imposto restrições a figuras do governo de Maduro por alegações de corrupção, violações de direitos humanos e repressão política.

Embora o congelamento de ativos seja uma ação cautelar, as autoridades suíças também afirmaram que, caso futuros processos legais determinem que os recursos foram ilegalmente adquiridos, poderão buscar a restituição dos fundos em benefício do povo venezuelano. A ação, no entanto, não afeta os membros atuais do governo venezuelano, segundo o comunicado oficial.

A medida da Suíça é interpretada por analistas como parte de uma coordenação internacional mais ampla de pressão sobre o regime de Maduro, após sua prisão em Caracas por tropas americanas e subsequente transferência para julgamento nos Estados Unidos. Essa ação diplomática e financeira contribui para isolar ainda mais o ex-mandatário e seus aliados enquanto o cenário político na América Latina continua em rápida evolução.

O caso segue sob intensa observação internacional, com repercussões que vão desde debates sobre soberania e direito internacional até questões de governança e transparência no sistema financeiro global.