Ex-ministro e ex-deputado, vítima de câncer no pâncreas, recebe tributos de líderes e autoridades por sua trajetória marcada pelo diálogo e compromisso democrático
O Brasil amanheceu em clima de comoção nesta segunda-feira (19/01) após a confirmação da morte do ex-ministro e ex-deputado federal Raul Belens Jungmann Pinto, aos 73 anos, vítima de câncer no pâncreas, em Brasília. Sua trajetória de mais de cinco décadas na vida pública mobilizou políticos de diferentes partidos e posições ideológicas, que destacaram, em notas e mensagens nas redes sociais, sua atuação em prol da democracia, do diálogo institucional e do interesse público.
Natural de Recife (PE), Jungmann ocupou cargos de grande relevância ao longo da vida política brasileira. Foi ministro de Desenvolvimento Agrário e de Política Fundiária no governo Fernando Henrique Cardoso, além de ministro da Defesa e da Segurança Pública no governo Michel Temer, sendo um dos poucos políticos a comandar diversas pastas estratégicas. Também foi deputado federal, vereador do Recife e presidiu institutos como o Ibama e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), cargo que ocupava até sua morte.
A repercussão política foi imediata. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ressaltou que Jungmann deixa “lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional” e prestou “sentimentos aos familiares e amigos”. Autoridades como o ministro Gilmar Mendes, do STF, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o governador Eduardo Leite (PSD-RS) também publicaram notas de pesar, destacando a integridade, a visão estratégica e o compromisso republicano do ex-ministro.
Líderes de diferentes correntes políticas enfatizaram aspectos distintos da carreira de Jungmann: para uns, sua contribuição à segurança pública e ao desenvolvimento sustentável; para outros, seu papel na modernização das Forças Armadas e na formulação de políticas sociais e ambientais. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) lembrou seu empenho em debates sobre desarmamento, enquanto Arthur Virgílio (Republicanos-AM) destacou o caráter ético e colaborativo do político.
Além de homenagens de parlamentares, instituições como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o próprio Ibram divulgaram notas oficiais enaltecend o legado de Jungmann, lembrando sua dedicação à causa pública e seu papel como mentor de políticas estruturantes no país.
Familiares e amigos próximos receberão sua despedida em uma cerimônia privada — um desejo manifestado pelo próprio Jungmann antes de falecer. Sua morte representa não apenas a perda de uma figura política influente, mas também o encerramento de uma trajetória singular, marcada por uma busca incansável por diálogo, ética e serviço ao Brasil.