Medida inesperada inclui a libertação de detentos e a desativação de centro de detenção polêmico; oposição recebe notícia com ceticismo
O governo da Venezuela anunciou, neste domingo, a concessão de uma anistia geral que deve beneficiar centenas de cidadãos detidos por motivações políticas. O anúncio oficial também confirmou o fechamento definitivo de uma das prisões mais criticadas por organizações internacionais de direitos humanos no país.
A decisão ocorre em um momento de intensa pressão diplomática e tentativas de reestabelecer canais de diálogo com a nova configuração geopolítica das Américas. Segundo o comunicado oficial, a medida visa promover a "reconciliação nacional" e pacificar o ambiente interno após ciclos de protestos e contestações eleitorais.
Lideranças da oposição e ONGs locais reagiram com cautela, exigindo que a anistia seja plena e não acompanhada de restrições de direitos civis. Observadores apontam que o fechamento da unidade prisional é um gesto simbólico para atenuar denúncias de tortura e maus-tratos que tramitam em tribunais internacionais.
Analistas acreditam que o movimento pode ser uma moeda de troca para a flexibilização de sanções econômicas que ainda asfixiam a economia venezuelana. O cronograma de libertações deve começar imediatamente, sob a supervisão de observadores convidados e órgãos do Poder Judiciário controlados pelo governo de Caracas.