A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, confirmada neste sábado (3), repercutiu também em Mato Grosso, onde diversos políticos e lideranças partidárias usaram as redes sociais para comemorar o fim do regime chavista e manifestar apoio à iniciativa americana.
Reações de parlamentares e lideranças
O senador Wellington Fagundes (PL) publicou mensagem afirmando que a prisão de Maduro representa “um alívio para a América Latina e uma vitória da liberdade sobre a tirania”. Segundo ele, o colapso venezuelano sob o chavismo “deixou um rastro de fome, exílio e destruição”, e a ação americana seria “um recado aos que desrespeitam a democracia”.
Já o Prefeito de Cuiabá Abílio Brunini (PL-MT) escreveu que “a Venezuela volta a ter esperança de reconstruir um futuro sem comunismo”, destacando que “o sofrimento do povo venezuelano finalmente começa a ter fim”. Outros parlamentares de direita no estado, como Coronel Fernanda (PL) e Nelson Barbudo (PL), também celebraram a notícia, chamando o episódio de “ato de justiça histórica”.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), conhecido por posicionamentos conservadores, afirmou em vídeo que “Maduro destruiu a Venezuela e agora vai responder pelos crimes que cometeu”, parabenizando os EUA pela operação.
Tons distintos na base governista
Entre políticos ligados ao governo estadual e à base do presidente Lula (PT), o tom foi mais cauteloso. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) evitou celebrar a prisão, mas ressaltou a necessidade de “garantir um julgamento dentro da legalidade internacional”.
Já a suplente de senadora Margareth Buzetti (PSD) classificou o episódio como “um desfecho previsível para um regime que se isolou do mundo”, destacando que a prioridade deve ser “a reconstrução democrática da Venezuela, com protagonismo do próprio povo venezuelano”.
Contexto regional e ideológico
Analistas políticos ouvidos por veículos locais apontam que a repercussão em Mato Grosso reflete a polarização ideológica que também marca o debate nacional. Enquanto a ala conservadora elogia a postura de Washington e vê na prisão de Maduro “um símbolo do colapso do socialismo latino-americano”, setores progressistas e juristas chamam atenção para as implicações de uma intervenção militar estrangeira em um país soberano.
Clima nas redes e entre eleitores
Nas redes sociais, a repercussão entre eleitores mato-grossenses foi majoritariamente positiva, com mensagens celebrando “a queda de um ditador” e comparações entre o colapso venezuelano e a política brasileira. Perfis ligados a movimentos conservadores e grupos empresariais de Cuiabá e Rondonópolis compartilharam vídeos e transmissões de canais internacionais com a legenda “Viva a liberdade na América Latina”.
O episódio, embora externo, reforçou o alinhamento político entre a bancada bolsonarista de Mato Grosso e o discurso de Washington, ampliando a polarização doméstica em um momento em que o continente volta a se dividir entre o pragmatismo diplomático e o aplauso a medidas de força.