Pivetta defende gestão por organizações sociais e novo modelo de saúde em Mato Grosso com Hospital Central

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Pivetta defende gestão por organizações sociais e novo modelo de saúde em Mato Grosso com Hospital Central

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), tem defendido de forma explícita o modelo de gestão hospitalar por Organizações Sociais de Saúde (OSS) no estado, em especial após a inauguração do Hospital Central do Estado, na última sexta-feira (19 de dezembro de 2025). A unidade, considerada a mais moderna da rede pública em Mato Grosso, será administrada pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, referência nacional em saúde.

Durante a cerimônia de inauguração, Pivetta ressaltou a importância de trazer para o Estado “o que há de melhor no Brasil” em termos de atendimento médico, destacando que a parceria com uma instituição de renome nacional representa um salto qualitativo para o Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, sobretudo em tratamentos complexos e especializados.

“Trazer uma instituição como o Einstein é, ao invés de pegar um avião para ir a São Paulo em busca de segurança em hospital, é trazer São Paulo para Cuiabá para atender o nosso povo todo”, afirmou Pivetta, ressaltando o caráter inovador da iniciativa.

Especialistas em políticas de saúde lembram que o modelo de OSS — no qual entidades privadas sem fins lucrativos ou de caráter social assumem a gestão de serviços públicos — já é aplicado em outras unidades pelo país, como parte de programas que buscam melhorar eficiência e qualidade do atendimento à população, sem desconstitucionalizar o SUS.

Pivetta também tem articulado a ideia de que a atual gestão tem uma estratégia mais ampla de aperfeiçoamento da saúde pública no estado, incluindo a possibilidade de terceirização de outras unidades, como foi citado anteriormente sobre a Santa Casa de Cuiabá como alternativa para evitar seu fechamento.

O contrato com o Albert Einstein prevê autonomia operacional sobre contratações, suprimentos e equipe técnica, com foco na eficiência e na rapidez de atendimento — algo que gestores estaduais consideram essencial para melhorar índices de saúde pública em Mato Grosso.

Críticos ao modelo observam que, apesar dos potenciais ganhos de performance, é preciso manter rigorosos mecanismos de transparência e controle social, para evitar que o afastamento direto da gestão estatal resulte em descompassos com os princípios do SUS, como universalidade e equidade. Especialistas também apontam que modelos de OSS podem aumentar custos se não forem acompanhados por metas de desempenho claras e mecanismos de accountability eficientes.

Para Pivetta, porém, a decisão representa um marco no fortalecimento da saúde pública no estado, e a expectativa é que o Hospital Central se torne uma referência não apenas regional, mas também nacional na prestação de serviços complexos de saúde, atendendo gratuitamente pacientes do SUS a partir de janeiro de 2026.

A defesa do modelo por parte do vice-governador está alinhada à estratégia do governo estadual de atrair parcerias de alta performance e ampliar a eficiência do gasto público em saúde, ao mesmo tempo em que busca reduzir os deslocamentos de pacientes para outras unidades fora do estado.