PIB da Venezuela despencou quase 90% sob Chávez e Maduro e economia volta ao patamar da década de 1970

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PIB da Venezuela despencou quase 90% sob Chávez e Maduro e economia volta ao patamar da década de 1970

A Venezuela, que já foi uma das economias mais prósperas da América Latina impulsionada pelo boom do petróleo, vive hoje um cenário de calamidade. Relatórios econômicos e análises de especialistas mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu de maneira dramática nas últimas décadas, em grande parte sob os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro — a ponto de regressar a níveis semelhantes aos da década de 1970, segundo análise de especialistas econômicos.

Da prosperidade ao colapso absoluto

No início dos anos 2000, o PIB per capita venezuelano alcançou patamares elevados graças ao petróleo, chegando a quase US$ 13,6 mil em 2010, o auge da era Chávez. Porém, a partir de 2013 — ano da morte de Chávez e início do governo Maduro — começou uma trajetória de declínio severo. Em apenas uma década, a economia encolheu substancialmente.

Especialistas afirmam que, em termos reais, a Venezuela perdeu uma porção enorme de sua riqueza: hoje o PIB per capita está estimado em valores similares aos observados na década de 1970, antes da descoberta de gigantescas reservas petrolíferas e da posterior industrialização do setor energético.

Outro levantamento mostra que, entre 2013 e 2023, o PIB do país encolheu cerca de 62,5% em termos nominais, de US$ 258,9 bilhões para cerca de US$ 97,1 bilhões — embora nos últimos anos tenham ocorrido pequenos sinais de recuperação, eles são insuficientes para reverter a perda histórica acumulada.

Fatores que aceleraram a crise

A dependência quase absoluta do petróleo — responsável por mais de metade do orçamento do Estado — expôs a Venezuela a choques de preços e à falta de investimento em diversificação econômica. A queda de produção e receitas, agravada por sanções internacionais, diminuiu drasticamente o poder de compra e a capacidade de importar bens essenciais.

Analistas também destacam que políticas de controle cambial rígido, nacionalizações extensivas e queda na produção da estatal petrolífera PDVSA minaram a economia desde meados da década de 2010. Mesmo com políticas de estímulo anunciadas esporadicamente, a confiança dos investidores permaneceu baixa e o setor privado desinvestiu maciçamente.

Consequências sociais e humanas

O colapso econômico traduziu-se em verdadeira tragédia social. A pobreza extrema — acima de 90% em anos recentes —, inflação galopante e deterioração de serviços públicos empurraram milhões ao exílio, com mais de 8 milhões de venezuelanos forçando migração para outros países, inclusive o Brasil.

Especialistas em desenvolvimento humano observam que os retrocessos atingiram também indicadores sociais como educação e saúde, com o país perdendo décadas de progresso acumulado ao longo do século XX. Isso cria um quadro em que a Venezuela já não é apenas uma economia menor, mas uma nação que enfrenta déficits sociais profundos e longo caminho de reconstrução.

O que o futuro reserva?

A recessão venezuelana sob Chávez e Maduro é frequentemente citada como uma das mais severas da história recente fora de contextos de guerra. A recuperação dependerá de reformas profundas, diversificação econômica e estabilidade política — metas que hoje parecem distantes no curto prazo, mesmo com as mudanças que veem pela frente. O país enfrenta o desafio monumental de não apenas recuperar sua economia, mas também restaurar a confiança de seus cidadãos e da comunidade internacional após anos de declínio sustentado.