PF deflagra 3ª fase da Operação Anomalia e prende 7 PMs envolvidos com facções e milícias no Rio

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PF deflagra 3ª fase da Operação Anomalia e prende 7 PMs envolvidos com facções e milícias no Rio

Agentes são acusados de integrar núcleo que prestava serviços ao crime organizado; presos foram levados para unidade prisional em Niterói

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11 de março de 2026), a terceira fase da Operação Anomalia. O objetivo central é desarticular um núcleo de agentes do Estado que atuava como braço operacional de facções criminosas e grupos de milícia no Rio de Janeiro. A ofensiva marca um novo patamar no combate à infiltração do crime organizado nas forças de segurança fluminenses.

Durante as diligências realizadas desde as primeiras horas do dia, sete policiais militares foram presos. Eles são investigados por fornecer informações privilegiadas, escolta de cargas ilícitas e até o fornecimento de armamento para grupos criminosos. Segundo o balanço da PF, os alvos foram encaminhados à Unidade Prisional da Polícia Militar (BEP), em Niterói, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Medidas Administrativas e Rigor

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) acompanhou a ação e confirmou, em nota oficial, que os sete agentes serão submetidos a Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Caso as suspeitas de colaboração com o tráfico e a milícia sejam comprovadas nas instâncias internas, os militares podem ser expulsos da corporação "a bem do serviço público".

O Histórico da Operação Anomalia

Esta terceira fase foca especificamente no "núcleo fardado" que garantia a logística das facções. As fases anteriores haviam mapeado os operadores financeiros e os líderes civis que faziam a ponte entre o asfalto e as comunidades controladas. A PF destaca que o nome "Anomalia" refere-se à distorção da função pública, onde quem deveria garantir a lei passa a atuar para subvertê-la.