Operação Narco Azimut: PF Mira Blindagem de R$ 934 Milhões em Esquema de Criptoativos

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Operação Narco Azimut: PF Mira Blindagem de R$ 934 Milhões em Esquema de Criptoativos

Ação em São Paulo e Santa Catarina ataca o "coração financeiro" de organização criminosa; Justiça impõe bloqueio recorde e restrições societárias severas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26 de março de 2026), a segunda fase da Operação Narco Azimut. A ofensiva mira uma sofisticada organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as investigações, movimentou bilhões de reais ao utilizar empresas de fachada e criptoativos para ocultar a origem ilícita de recursos — muitos deles oriundos do tráfico de drogas.

Os Números e o Alcance da Operação

Cerca de 60 agentes federais cumprem 26 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária em cidades estratégicas para o fluxo financeiro do grupo: São Paulo, Santos, Ilhabela e Taboão da Serra (SP), além de Balneário Camboriú (SC).

  • Bloqueio Milionário: A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 934 milhões. O objetivo é asfixiar financeiramente a cúpula da organização.
  • Modus Operandi: O grupo utilizava uma "mescla" de métodos para dificultar o rastreamento: uso intensivo de dinheiro em espécie, transferências bancárias estruturadas (smurfing) e a conversão de valores em criptomoedas enviadas para o exterior.
  • Restrições Societárias: Além das prisões, os suspeitos foram proibidos de administrar empresas ou realizar qualquer transferência de patrimônio vinculado às atividades investigadas, uma tentativa de impedir a continuidade da lavagem durante o processo.

Conexões e Desdobramentos

A Narco Azimut é um desdobramento direto de operações anteriores, como a Narco Bet (outubro de 2025), que ficou famosa pela prisão de influenciadores digitais e empresários do setor de apostas. A PF acredita que a rede de lavagem é muito mais vasta do que o inicialmente previsto, servindo como uma espécie de "banco paralelo" para diversas facções criminosas.