O número de mortes confirmadas até o momento em decorrência dos ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela durante a operação que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, chega a 58 vítimas, segundo autoridades venezuelanas e apurações de imprensa. A ação, ocorrida no último sábado (3 de janeiro de 2026), gerou forte repercussão política, humanitária e diplomática em todo o continente.
De acordo com relatos oficiais e veículos de imprensa, 32 militares cubanos integravam a segurança de Maduro e foram mortos, enquanto 24 membros das forças armadas venezuelanas também perderam a vida durante o ataque norte-americano, incluindo civis, em um episódio de grande violência urbana e bombardeios em pontos estratégicos do país. Entre os mortos estão também pelo menos duas civis, como a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, de 45 anos, cuja morte foi confirmada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e criticada como um “assassinato de uma mãe inocente”.
Autoridades venezuelanas, por meio do procurador-geral Tarek William Saab, anunciaram a nomeação de promotores para investigar as mortes, classificando a operação como um possível crime de guerra e uma agressão sem precedentes contra a soberania venezuelana — posição que tem sido sustentada pelo governo de transição em Caracas.
Os números oficiais ainda variam conforme as fontes: relatos internacionais citam dezena de mortes, incluindo militares e civis, e ressaltam que os dados ainda estão sendo consolidado, sem um total definitivo confirmado pelo governo venezuelano, que continua coletando informações sobre feridos e vítimas adicionais.
A operação, identificada como Operation Absolute Resolve pelas forças americanas, envolveu uma extensa frota de aeronaves e unidades especiais das forças armadas dos EUA, com o objetivo de capturar Maduro e sua primeira-dama para enfrentarem acusações de narcotráfico e corrupção no sistema de justiça norte-americano.
Líderes na Organização dos Estados Americanos (OEA) se dividiram sobre a legitimidade da ação, com alguns países condenando a operação como violação da soberania venezuelana e outros defendendo a necessidade de responsabilização de Maduro por alegados crimes transnacionais.
Além disso, o episódio ampliou tensões geopolíticas regionais, com governos aliados de Caracas exigindo explicações e alertando para possíveis repercussões nos fluxos diplomáticos e econômicos. A situação humanitária também preocupa organizações internacionais, que pedem investigações independentes sobre o número real de mortos e feridos, bem como proteção de civis em áreas afetadas pelos combates.
Em meio a relatos conflitantes e a falta de um balanço oficial unificado, o número de 58 mortes confirmado até o momento reflete apenas parte do impacto humano da ação, enquanto a comunidade internacional acompanha com crescente atenção os desdobramentos da crise na Venezuela.