Medidas de Trump sobre entrada de estrangeiros nos EUA restringem presença de torcedores na Copa do Mundo 2026

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Medidas de Trump sobre entrada de estrangeiros nos EUA restringem presença de torcedores na Copa do Mundo 2026

As novas medidas restritivas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto à entrada de cidadãos estrangeiros no país estão alterando o cenário de acesso de torcedores à Copa do Mundo de 2026, que terá grande parte de seus jogos disputados em território norte-americano. Especialistas em política migratória e esportiva apontam que as decisões da Casa Branca elevam o número de partidas em que a torcida pode acabar sendo composta apenas por torcedores locais ou de países sem restrições.

No final de dezembro de 2025, Trump assinou uma nova proclamação presidencial que expande a lista de países com restrições à entrada nos Estados Unidos, incluindo diversas nações africanas em uma lista com medidas parciais de restrições, entre elas Senegal e Costa do Marfim. Essas mudanças se somam à ampliação de um conjunto de restrições que já afetavam países como Irã e Haiti, cujos cidadãos enfrentam proibições mais rígidas de entrada, o que pode dificultar que seus torcedores estejam presentes em estádios norte-americanos durante a competição.

Segundo um levantamento publicado nesta semana, pelo menos 10 jogos da Copa do Mundo já são considerados afetados pelas restrições migratórias dos EUA, levando em conta as partidas das seleções cujos torcedores podem ter dificuldades de entrada em cidades-sede como Filadélfia, Nova Jersey, Los Angeles e Atlanta.

De acordo com o governo norte-americano, as restrições — que começam a valer em **1º de janeiro de 2026 — são justificadas por “motivos de segurança nacional e controle de imigração”, citando dados sobre taxas de permanência irregular de vistos e preocupações com a gestão de fronteiras.

Especialistas que acompanham o planejamento da FIFA para a Copa do Mundo de 2026 veem a medida com preocupação, já que o torneio será co-sediado pelos Estados Unidos, Canadá e México, e a maior parte dos jogos (78 de 104) será disputada em solo norte-americano. Essa divisão torna o acesso dos torcedores ainda mais desigual, com países com restrições migratórias enfrentando barreiras para apoio presencial às suas seleções.

Analistas internacionais ressaltam que, embora atletas, equipes técnicas e delegações oficiais estejam isentos das restrições para garantir a participação nos jogos, torcedores comuns — titulares de vistos de turista — podem ser barrados dependendo de sua nacionalidade e da extensão das limitações impostas pelo governo dos EUA.

Críticos das medidas afirmam que a política migratória dos EUA, em vez de facilitar o acesso global ao maior evento esportivo do mundo, está criando barreiras que podem reduzir a diversidade e a experiência multicultural nos estádios, além de gerar desafios logísticos para torcedores de países afetados que planejam viajar para acompanhar suas seleções.

Ainda assim, autoridades norte-americanas sustentam que as decisões não foram desenhadas especificamente para eventos esportivos, mas sim para reforçar a segurança nas fronteiras e responder a desafios contemporâneos da imigração.