Imagens de satélite divulgadas por agências internacionais mostram danos extensos no principal complexo militar da Venezuela, Fuerte Tiuna, em Caracas, após ataques aéreos e operações conduzidas pelas forças dos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro de 2026. A ação culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e evidencia um impacto direto nas infraestruturas militares do país.
Os registros antes e depois das operações, obtidos pela empresa de inteligência espacial Vantor, destacam mudanças significativas na configuração de prédios e equipamentos dentro do complexo militar Fuerte Tiuna, uma das principais instalações de comando das Forças Armadas venezuelanas. As imagens mostram edifícios destruídos, veículos militares danificados e áreas de armazenamento parcialmente arrasadas, indicando a concentração de ataques aéreos e possivelmente de armamentos de precisão.
Segundo relatórios, a ação, denominada “Operation Absolute Resolve”, envolveu dezenas de aeronaves e forças especiais dos EUA com o objetivo de isolar defesas antiaéreas e garantir a captura de Maduro — uma das operações militares mais ousadas realizadas na região nos últimos anos.
O que as imagens revelam
As comparações entre as fotografias de dezembro de 2025 e as capturadas em janeiro de 2026 apresentam:
- Destruição de prédios e hangares militares, alguns dos quais abrigavam equipamentos sensíveis, como sistemas antiaéreos e depósitos estratégicos.
- Veículos militares carbonizados e estruturas de armazenamento danificadas, sugerindo ataques diretos em áreas logísticas e de comando.
- Áreas de entrada, incluindo guaritas e edifícios auxiliares, completamente destruídas, dificultando a mobilidade interna da base.
Estas evidências corroboram relatos de explosões ouvidas na capital venezuelana durante a noite do ataque, assim como o uso de forças aéreas e unidades de operações especiais durante a incursão.
Repercussões e contexto internacional
A ampla destruição observada em Fuerte Tiuna não apenas demonstra o sucesso tático da operação americana, segundo avaliação de fontes militares, mas também intensifica o debate global sobre a legitimidade e as consequências de uma ação militar dessa magnitude em solo estrangeiro. Países da América Latina e da Europa expressaram preocupação com a soberania venezuelana e pediram respostas diplomáticas ao conflito.
Especialistas em defesa ouvidos por veículos internacionais apontam que a destruição de infraestruturas militares — especialmente aquelas relacionadas à defesa antiaérea e à logística — pode dificultar uma resposta militar organizada por parte de aliados de Maduro, ao mesmo tempo em que cria um vácuo de poder e governança.
Impactos futuros
As imagens de satélite e os relatos de destruição representam mais do que danos físicos: são o sinal de um novo capítulo na crise política venezuelana e em suas relações com os Estados Unidos. Observadores internacionais alertam que, dependendo da evolução política interna na Venezuela, esta ação pode redefinir a segurança regional, impactar alianças e suscitar debates sobre intervenções militares extraterritoriais e seus limites no direito internacional.