A geração nascida entre 1997 e 2012, conhecida como Geração Z, está traçando um novo rumo em relação ao consumo de álcool, optando por estilos de vida mais sóbrios e conscientes. Estudos e pesquisas recentes indicam que essa coorte demográfica está bebendo menos que suas antecessoras, refletindo mudanças culturais e prioridades distintas de lazer e saúde.
Relatórios como o da Gallup mostram que a porcentagem de adultos jovens que afirmam consumir bebidas alcoólicas caiu de cerca de 72% para 62% nas duas últimas décadas, com tendências que continuam em declínio. Dados atualizados também sugerem que apenas metade dos adultos de 18 a 34 anos relata beber álcool, um comportamento menos comum entre os mais jovens do que entre grupos mais velhos.
Especialistas atribuem esse movimento a diversos fatores. Uma maior consciência sobre saúde física e mental leva muitos jovens a ponderar os riscos associados ao álcool e a priorizar experiências que não comprometam seu bem-estar ou produtividade. Além disso, mudanças nas formas de socialização, no uso de mídias sociais e no valor atribuído ao tempo de qualidade com amigos têm influenciado esse padrão de consumo.
Trata-se de uma geração que busca vivenciar o momento de forma plena, sem os efeitos colaterais da intoxicação. Em vez de festas centradas no álcool, muitos optam por encontros diurnos, atividades culturais, encontros mais íntimos e opções de entretenimento que não giram em torno do consumo de bebidas alcoólicas.
Curiosamente, essa preferência por sobriedade remete ao comportamento de figuras históricas como Steve Jobs, que evitava álcool para manter clareza mental e foco — um traço que muitos jovens de hoje também valorizam em nome de sua saúde e produtividade. Embora cada indivíduo tenha suas escolhas pessoais, o fenômeno reflete uma mudança mais ampla: consumir menos álcool não é mais visto como sinônimo de “careta”, mas como uma opção legítima para viver plenamente e com mais consciência.
Essa transição tem impacto tanto no mercado de bebidas — que vê crescimento em alternativas sem álcool — quanto em como a sociedade pensa sobre juventude, lazer e bem-estar no século XXI.