Frei Chico e Lulinha, irmão e filho de Lula: qual o envolvimento deles nas fraudes do INSS

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Frei Chico e Lulinha, irmão e filho de Lula: qual o envolvimento deles nas fraudes do INSS

As investigações sobre as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — apuradas pela Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF) e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS — trouxeram à tona uma série de nomes associados ao caso, entre eles José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agência Brasil+1

Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade que teve papel central nas deduções indevidas de benefícios do INSS sem autorização dos segurados — prática que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU). Como dirigente sindical, ele participou da gestão do Sindnapi justamente em um momento em que a entidade ampliou de forma significativa as arrecadações por meio de descontos automáticos nos benefícios dos aposentados.

Embora o sindicato esteja entre as 11 entidades investigadas por supostas irregularidades nos descontos, Frei Chico até o momento não é alvo formal da PF, e a CPMI acabou rejeitando requerimentos para sua convocação por 19 votos a 11. A defesa e aliados argumentam que sua inclusão nas discussões se deve mais ao forte vínculo familiar com o presidente da República do que a provas de envolvimento direto na execução das fraudes.

Lulinha aparece nas investigações de forma indireta, com menções feitas em depoimentos e documentos analisados pela CPMI e pela PF que sugerem eventual relação com operadores investigados, como o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo relatos de uma testemunha, ele teria recebido “mesadas de R$ 300 mil por mês” e participado de viagens com o Careca do INSS, conexões que ainda precisam ser corroboradas por provas formais.

Apesar desses apontamentos, não existe até o momento nenhuma comprovação oficial de que Lulinha tenha participado diretamente das fraudes no INSS, e tanto investigadores quanto sua defesa consideram as indicações como insuficientes para caracterizar envolvimento criminal — uma posição refletida na rejeição da CPMI em convocá-lo para depor em dezembro de 2025.

O presidente Lula tem afirmado publicamente que todos os envolvidos, inclusive familiares, devem ser investigados se houver indícios de participação, destacando que “ninguém ficará livre” das apurações caso provas surjam.

Em resumo, Frei Chico está associado à entidade sindical alvo das apurações, enquanto Lulinha é mencionado em indícios e depoimentos que motivaram pedidos de esclarecimento, sem que atualmente haja confirmação formal de responsabilidade criminal de qualquer um dos dois no esquema de fraudes do INSS.