Em meio à intensa repercussão internacional sobre a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o ex-conselheiro do presidente americano Donald Trump, Jason Miller, protagonizou uma troca de farpas nas redes sociais ao atacar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação explosiva eleva ainda mais a tensão diplomática entre segmentos políticos dos dois países.
Miller, que já atuou como assessor próximo de Trump, utilizou sua conta na plataforma X (antigo Twitter) para rebater duramente Lula após a declaração oficial do governo brasileiro que classificou a intervenção militar dos EUA na Venezuela como uma violação inaceitável do direito internacional. Em seu post, o ex-conselheiro escreveu em tom agressivo: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição!”, numa mensagem que gerou polêmica e indignação em setores diplomáticos e na mídia internacional.
A nota de Lula havia afirmado que a ação americana ultrapassou “uma linha do inaceitável” e representou uma afronta à soberania venezuelana, defendendo a paz e o respeito às normas internacionais após os bombardeios e a prisão de Maduro e sua esposa por forças norte-americanas. A posição brasileira foi alinhada a condenações de diversos países e organismos que vêem na operação um precedente perigoso para a estabilidade regional.
Especialistas em relações internacionais observam que a escalada retórica, com ataques pessoais em plataformas digitais, reflete um cenário em que as tensões geopolíticas entre governos conservadores dos EUA e lideranças progressistas na América Latina se ampliam de forma pública, alimentando divergências que vão além das fronteiras diplomáticas e atingem o debate político interno nos respectivos países.
A repercussão do ataque de Miller nas redes sociais envolve reações contrastantes: enquanto apoiadores de Trump defendem a postura agressiva diante de regimes considerados autoritários, setores diplomáticos e críticos ressaltam que esse tipo de linguagem pode agravar conflitos e prejudicar canais de diálogo entre Estados Unidos e aliados históricos como o Brasil.
O episódio evidencia a complexidade do atual quadro político internacional, no qual decisões militares e críticas públicas se entrelaçam, influenciando tanto a política externa quanto a percepção pública dos líderes envolvidos.