O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com um ritmo intenso de viagens ao exterior, acumulando aproximadamente 50 dias fora do Brasil distribuídos em 16 deslocamentos internacionais ao longo do ano. A marca reflete o esforço da diplomacia brasileira para reforçar a participação do país em fóruns multilaterais, ampliar parcerias e reforçar a presença geopolítica em várias regiões do mundo.
Segundo levantamento de veículos de imprensa e análise de agendas oficiais, Lula visitou 19 países em 2025, atravessando continentes e participando de eventos como a Cúpula do G20 na África do Sul, encontros bilaterais e reuniões de bloco econômico e diplomático. Entre os destinos estiveram nações da Ásia, Europa, África, América do Norte e América do Sul, incluindo Japão, Vietnã, China, Itália, França, Canadá, Estados Unidos, Argentina e Moçambique.
A estratégia de viagens fez parte de uma agenda externa que combinou participação em fóruns importantes — como o G20 e a COP30 — com missões diplomáticas visando cooperação econômica, ambiental e comercial. Em vários desses encontros, Lula buscou reforçar a posição do Brasil em temas como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, integração regional e alianças estratégicas fora do eixo tradicional de relações internacionais.
O aumento no número de dias fora do Brasil representa quase o dobro comparado a 2024, quando o presidente passou cerca de 31 dias no exterior, e está abaixo do volume registrado em 2023, primeiro ano do atual mandato, quando Lula chegou a 75 dias fora do país.
Analistas apontam que o ritmo de viagens internacionais em 2025 reforça a prioridade da gestão Lula em colocar o Brasil como protagonista em agendas globais, apesar de também enfrentar demandas internas significativas. Com 2026 sendo um ano eleitoral, espera-se que o ritmo de deslocamentos possa ser ajustado para acomodar tanto compromissos internacionais quanto a agenda política doméstica.
Em meio às viagens, especialistas apontam que a diplomacia brasileira ampliou sua atuação em temas como cooperação Sul-Sul, relações com blocos econômicos e diálogo com países em desenvolvimento, buscando consolidar laços antigos e abrir novos caminhos para o país no cenário global.