Indicadores recentes de atividade econômica apontam que a economia global começa a desacelerar em 2025, com sinais de enfraquecimento nas principais regiões — Estados Unidos, Europa e Ásia — e pressões comerciais que já se espalham da indústria para o setor de serviços, segundo reportagem da Veja.
De acordo com projeções de organismos internacionais, o crescimento global deve moderar substancialmente neste ano e no próximo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a expansão mundial cairá para cerca de 3,2 % em 2025 e 3,1 % em 2026, com economias avançadas crescendo em torno de 1,5 %, enquanto mercados emergentes e em desenvolvimento se mantêm acima de 4 %. Relatórios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também apontam uma tendência de desaceleração, com atividades industriais e comércio internacional pressionados pela política tarifária e pela incerteza sobre políticas públicas.
O aumento de barreiras comerciais e tarifas elevadas, especialmente após medidas tarifárias implementadas por grandes economias, tem contribuído para reduzir o dinamismo do comércio e criar custos adicionais para empresas e consumidores. Essas tarifas, resistências às cadeias de abastecimento global e a incerteza relacionada a conflitos geopolíticos tendem a puxar para baixo os investimentos e as trocas comerciais, afetando setores além da indústria manufatureira.
Relatórios de consultorias internacionais também destacam que o cenário de tensões geopolíticas e choques na oferta global contribuiu para um quadro mais frágil, com empresas enfrentando maior volatilidade e custos crescentes de produção e logística.
A combinação desses fatores tem levado a revisões para baixo nas perspectivas de crescimento em várias regiões, com economias altamente integradas ao comércio global — como a União Europeia — projetando taxas de expansão abaixo dos níveis pré-pandêmicos.
Especialistas alertam que essa desaceleração pode ter efeitos de longo prazo caso as barreiras comerciais se mantenham elevadas e a incerteza política continue a afetar decisões de investimento, consumismo e emprego em escala internacional.
Em suma, 2025 se configura como um ano de transição para um crescimento global mais moderado, em que tarifas, custos e fatores geopolíticos desempenham um papel tão relevante quanto os fatores tradicionais de oferta e demanda.