Banco Central divulga dados consolidados de 2025; alta é impulsionada por juros elevados, deficit primário e operações do Tesouro Nacional
A dívida bruta do governo geral encerrou o ano de 2025 atingindo a marca histórica de R$ 10 trilhões, o equivalente a 78,7% do PIB nacional. Os dados foram publicados oficialmente pelo Banco Central nesta sexta-feira (30), revelando um crescimento real em comparação ao fechamento de 2024, quando o índice era de 76,3%.
Segundo o relatório, o avanço do endividamento foi severamente influenciado pela manutenção de taxas de juros em patamares altos e pelo deficit primário nas contas públicas. Operações financeiras realizadas pelo Tesouro Nacional também contribuíram para o salto nominal da dívida, que agora pressiona o planejamento orçamentário para o ciclo de 2026.
Economistas alertam que a trajetória ascendente exige medidas de contenção de gastos para garantir a sustentabilidade fiscal e a confiança dos investidores internacionais. O governo, por sua vez, atribui parte do resultado à necessidade de investimentos estruturantes e ao custo da rolagem de dívidas herdadas de períodos anteriores.
O mercado financeiro reagiu aos números com cautela, monitorando como o Ministério da Fazenda articulará o cumprimento do arcabouço fiscal diante desse novo teto de endividamento. A expectativa agora gira em torno das próximas reuniões do Copom e de possíveis novos cortes de despesas para equilibrar o balanço do setor público.