Deputado Júlio Campos admite possibilidade de deixar União Brasil

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Deputado Júlio Campos admite possibilidade de deixar União Brasil

O ex-governador e atual vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Júlio Campos (União Brasil), admitiu publicamente que pode deixar o partido caso não encontre espaço político na formação das chapas majoritárias para as eleições de 2026. Em entrevista concedida nesta semana, o veterano político revelou que tem mantido diálogo com o MDB, sinalizando um possível realinhamento partidário.

“Se não houver espaço, saímos. Política é feita de movimento, e eu estou conversando com várias lideranças. O MDB é um partido histórico, e temos boa relação com eles”, afirmou Júlio, reforçando que a decisão dependerá do rumo das articulações dentro do União Brasil.

Campos afirmou que mantém relações próximas com dirigentes nacionais da federação União Brasil, entre eles Luciano Bivar, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, e espera que o grupo endosse o nome do senador Jayme Campos (UB) — seu irmão — para compor a chapa majoritária de 2026.

O ex-governador destacou que o União Brasil, apesar de ser o partido do governador Mauro Mendes, precisa definir rapidamente critérios internos de escolha para evitar divisões e perda de lideranças influentes. Segundo ele, a demora em abrir espaço de protagonismo para o grupo político de Jayme tem alimentado conversas com outras legendas, como o MDB, que busca ampliar seu protagonismo em Mato Grosso.

Nos bastidores, fontes próximas a Júlio afirmam que ele tem sido sondado para assumir papel estratégico em uma possível coligação MDB–Republicanos, caso as negociações com o União Brasil não avancem. Essa movimentação poderia redefinir alianças na corrida eleitoral do estado, especialmente no bloco de centro-direita.

Apesar das especulações, Júlio assegurou que a prioridade ainda é permanecer no União Brasil, desde que o partido garanta espaço compatível com a influência histórica de seu grupo político.

“Não temos vaidade, mas queremos respeito. O União precisa valorizar quem construiu o partido em Mato Grosso”, declarou.

Analistas avaliam que a declaração é também um recado direto ao núcleo do governador Mauro Mendes, que concentra as decisões estratégicas do União Brasil no estado. A fala de Júlio Campos, uma das figuras mais experientes da política mato-grossense, reforça o clima de tensão e disputa interna que vem crescendo à medida que o tabuleiro eleitoral de 2026 começa a se desenhar.