A ex-senadora suplente Margareth Buzetti enfrenta um cenário político desafiador enquanto avalia sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026, com críticas internas e questionamentos sobre sua capacidade de se eleger. Apesar de ter assumido o cargo como primeira suplente de Carlos Fávaro, sua trajetória política tem sido marcada mais por posições pontuais do que por forte base eleitoral consolidada, o que pode prejudicar sua competitividade em uma disputa majoritária estadual.
Buzetti, que começou a atuar no Senado em 2023 após Fávaro assumir o Ministério da Agricultura, tem legislação em seu currículo — como a criminalização mais severa do feminicídio e o fim do sigilo de condenados por crimes sexuais —, mas ainda enfrenta o desafio de construir um projeto eleitoral próprio e consolidado para 2026.
Um entrave importante em sua possível campanha é a incerteza partidária. Embora filiada ao PP, Buzetti deixou o partido em 2022 e migrou para o PSD como parte de um acordo político. Recentemente, ela manifestou a possibilidade de retornar ao PP, mas sem uma definição fechada, o que pode gerar ruídos sobre sua posição e apoio partidário na próxima eleição.
Além disso, a própria senadora tem mantido a pré-candidatura em aberto, afirmando que dependerá da decisão do PP e de seu grupo político para consolidar sua postulação. Essa postura de cautela indica falta de unidade e clareza na construção de seu projeto eleitoral, o que abre espaço para críticas internas e dificuldades em atrair apoios estratégicos dentro do partido e da aliança política.
Críticos observam que, sem uma estratégia clara e um partido coeso, Buzetti pode ter dificuldade em se destacar em uma corrida apertada pelo Senado, especialmente considerando adversários com maior projeção eleitoral em Mato Grosso. Sua condição de senadora suplente, mais do que de titular eleita, também suscita questionamentos sobre sua força política autônoma e capacidade de mobilização popular.
Analistas políticos ressaltam que a construção de uma candidatura competitiva ao Senado exige alianças definidas, visibilidade e uma base sólida de apoio no estado, elementos que Buzetti ainda não consolidou plenamente. Assim, apesar de sua experiência no Congresso, as críticas internas e a indefinição partidária podem representar obstáculos significativos para sua eleição em 2026.