Crise em Cuba: Economistas alertam para colapso iminente da economia da ilha

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Crise em Cuba: Economistas alertam para colapso iminente da economia da ilha

Escassez severa de alimentos, inflação descontrolada e colapso no sistema elétrico colocam o país na maior crise desde o "Período Especial"

Cuba enfrenta o que especialistas classificam como o estágio prévio de um colapso econômico total. A combinação de falta de moedas estrangeiras, queda drástica na produção interna e sanções internacionais levou a ilha a uma situação de vulnerabilidade extrema em 2026, com apagões que duram mais de 18 horas por dia em diversas províncias.

O governo de Miguel Díaz-Canel tem implementado medidas drásticas, como a dolarização parcial da economia e o aumento de 500% nos preços dos combustíveis, mas as reformas falharam em conter a inflação, que corrói o poder de compra da população. A escassez de produtos básicos, de pão a medicamentos, gerou um êxodo migratório recorde, superando crises históricas como a de Mariel.

Internacionalmente, a situação é agravada pela redução do fornecimento de petróleo subsidiado pela Venezuela e as dificuldades logísticas para importar insumos básicos. O apelo recente de Cuba à ONU por ajuda alimentar — algo inédito na história da revolução — sinaliza que as reservas estatais chegaram ao limite, forçando o país a buscar auxílio até de parceiros ideológicos como o Brasil para evitar uma fome generalizada.

Analistas apontam que, sem uma abertura econômica profunda ou um resgate externo massivo, a infraestrutura do país corre o risco de desintegração funcional. O setor de turismo, principal motor de divisas, ainda não se recuperou aos níveis pré-pandemia, deixando o Estado sem recursos para manter os serviços públicos mais essenciais, como saúde e saneamento.