CPMI do INSS deve começar 2026 com pressão por convocação do filho do presidente Lula, o Lulinha

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CPMI do INSS deve começar 2026 com pressão por convocação do filho do presidente Lula, o Lulinha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar um esquema bilionário de fraudes nos descontos de benefícios previdenciários, deve iniciar 2026 sob intensa pressão por parte da oposição no Congresso para convocar Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a depor como testemunha. A articulação ocorre após a deflagração de mais uma fase da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal (PF) em 18 de dezembro, que gerou novos elementos de investigação e veiculou referências ao nome de Lulinha em documentos oficiais.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), protocolou um requerimento formal de convocação de Lulinha, sustentando que os indícios levantados pela PF — incluindo menções repetidas em decisão judicial — justificam sua oitiva no colegiado. “Elementos para a convocação existem e ninguém está acima da lei”, disse Gaspar, ressaltando que o pedido aguarda a retomada dos trabalhos, que devem ser retomados em fevereiro de 2026 após o recesso do Congresso.

Tentativas anteriores de trazer Lulinha à CPMI haviam sido bloqueadas por articulação da base governista, que conseguiu barrar requerimentos similares ao longo de 2025, incluindo a rejeição de pedidos de convocação formulados no início dos trabalhos da comissão.

Os opositores também buscam prorrogar o prazo de atuação da CPMI, originalmente previsto para encerrar em março de 2026, para ampliar a investigação e aprofundar a coleta de depoimentos, documentos e quebras de sigilo. A prorrogação já conta com assinaturas suficientes para prosseguir até maio de 2026, conforme requerido pelos parlamentares.

A pressão ocorre num contexto de forte repercussão política, com parlamentares de oposição defendendo que a CPI examine não apenas o esquema de fraudes, mas eventuais vínculos entre Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger — apontada como próxima de Fábio Luís — e os operadores do suposto fraude no INSS identificados pela PF.

A retomada dos trabalhos legislativos em 2026 promete colocar a CPMI do INSS no centro do debate político nacional, em meio a esforços para definir responsabilidades no escândalo e ao mesmo tempo lidar com as implicações políticas de colaborações e bloqueios de convocação ao longo de 2025.