Câmara da Argentina aprova reforma trabalhista de Milei sob forte resistência

· 1 min de leitura
Câmara da Argentina aprova reforma trabalhista de Milei sob forte resistência

Texto base retorna ao Senado para análise final; votação ocorreu simultaneamente a uma greve geral de 24 horas liderada pela CGT

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, nesta terça-feira, a polêmica reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A votação, considerada uma vitória legislativa crucial para a gestão libertária, ocorreu enquanto o país enfrentava uma greve geral de 24 horas, que paralisou transportes e serviços em protesto contra as medidas de austeridade.

O projeto prevê mudanças profundas na legislação laboral, incluindo a extensão do período de experiência para novos contratos, a redução de multas por falta de registro de funcionários e a criação de um fundo de cessação de emprego inspirado no modelo brasileiro, visando substituir as indenizações por demissão. O objetivo declarado do governo é reduzir o "custo argentino" para estimular a contratação formal.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, comandou os protestos no entorno do Congresso, classificando a reforma como um "retrocesso histórico" aos direitos dos trabalhadores. Durante a greve, as principais cidades argentinas registraram baixa circulação, com voos cancelados e comércios fechados em adesão ao movimento.

Com a aprovação na Câmara, o texto retorna ao Senado para a ratificação das alterações ou aprovação definitiva. O governo Milei aposta que a flexibilização das leis do trabalho será o motor para atrair investimentos estrangeiros, enquanto a oposição promete judicializar pontos da reforma caso ela seja sancionada sem novas modificações.