BC pede ao MPF congelamento de R$ 11,5 bilhões ligados a fundos usados pelo Banco Master

· 1 min de leitura
BC pede ao MPF congelamento de R$ 11,5 bilhões ligados a fundos usados pelo Banco Master

O Banco Central do Brasil (BC) solicitou formalmente ao Ministério Público Federal (MPF) a congelamento de aproximadamente R$ 11,5 bilhões em fundos financeiros que, segundo as investigações, foram empregados pelo Banco Master, instituição financeira que enfrentou grave crise de liquidez e acabou sendo alvo de medidas administrativas e criminais nos últimos meses.

A ofensiva decorre de apurações sobre irregularidades na gestão do banco, que incluíram a emissão massiva de CDBs com juros muito acima do mercado e a criação de ativos sem lastro real, levantados por meio de empresas de fachada — como a Tirreno — para simular créditos e reforçar artificialmente o balanço da instituição.

O MPF tem investigado possíveis crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de supostas operações que colocaram em risco o sistema financeiro nacional ao mobilizar bilhões de reais sem garantias adequadas. De acordo com promotores, esses recursos podem ter sido usados para sustentar operações de alto risco, incluindo a compra de ativos e investimentos questionáveis, além de alimentar esquemas financeiros que exigem maior transparência.

A ação de congelamento — uma medida cautelar nas fases preliminares de investigação — visa preservar os recursos vinculados a esses fundos, impedindo movimentações que dificultem a recuperação dos valores em um eventual processo judicial. Autoridades do MPF e do BC têm reforçado que a intenção é assegurar ativos para eventuais ressarcimentos a investidores e credores, bem como evitar que o dinheiro seja dissipado antes da conclusão das apurações.

O caso do Master ganhou repercussão ao expor fragilidades regulatórias e de supervisão sobre bancos de menor porte, reacendendo debates no setor financeiro sobre critérios de transparência, controle de riscos e responsabilidade dos gestores bancários.

Até o momento, autoridades não confirmaram se o pedido de bloqueio já foi deferido pela Justiça, mas fontes ouvidas por veículos financeiros indicam que o MPF está analisando o pedido dentro de um amplo conjunto probatório que pode resultar em novas medidas judiciais nos próximos meses.