Banco Central lista os piores bancos brasileiros e expõe fragilidade do FGC

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Banco Central lista os piores bancos brasileiros e expõe fragilidade do FGC

O Banco Central do Brasil (BCB) voltou a chamar atenção ao publicar um levantamento que coloca em evidência os piores bancos do país segundo a experiência de clientes e a quantidade de reclamações registradas contra as instituições — um indicador de qualidade no atendimento e resolução de problemas que afeta diretamente a confiança do público no sistema bancário.

A lista considera o número de queixas formalizadas junto ao órgão regulador ponderadas pelo tamanho da base de clientes de cada banco. Entre os grandes, nomes como Nubank, Bradesco, Banco C6 e Banco Inter aparecem em posições desfavoráveis, com casos de cobranças indevidas, falhas em acesso a contas e problemas no atendimento.

Paralelamente, cresce a discussão sobre a capacidade real de proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Embora conhecido popularmente por assegurar depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de quebra de banco, o FGC não é uma entidade estatal e depende dos recursos que possui no momento da necessidade — algo que, segundo especialistas, representa apenas cerca de 2,3% do total que o fundo promete garantir em cenários extremos, levantando dúvidas sobre sua suficiência em crises profundas.

O FGC atua como um mecanismo de proteção aos depositantes e investidores em instituições financeiras associadas, cobrindo produtos como poupança, CDB, LCI e LCA até limites estipulados pela regulamentação, mas não garante todos os ativos ou cenários — o que reforça a necessidade de entendimento claro de seus limites.

Diante dessas fragilidades, muitos investidores brasileiros têm voltado seu foco para o Tesouro Direto, programa que permite a aquisição de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Esses títulos são considerados de baixo risco porque contam com a garantia do próprio governo federal, o que os torna um dos instrumentos mais seguros para proteger patrimônio no país.

O Tesouro Direto oferece diferentes opções de indexação — como pós-fixados à taxa Selic ou atrelados à inflação — e possibilita que investidores individuais escolham títulos de acordo com seus objetivos de prazo e perfil, com custos de custódia relativamente baixos e liquidez diária em muitos casos.

Especialistas apontam que, em momentos de incerteza sobre a solidez de instituições financeiras e mecanismos de garantia privada, a proteção soberana dos títulos públicos torna o Tesouro Direto uma alternativa preferida por quem busca segurança e previsibilidade no longo prazo.

Assim, o recente alerta do Banco Central sobre o desempenho dos bancos e as limitações do FGC reforça uma tendência de migração de recursos para aplicações ligadas ao Tesouro Nacional, visto por muitos como o “verdadeiro cofre seguro” para o investidor brasileiro.