Ações da PF contra pré-candidatos ao senado colocam STF no debate eleitoral de 2026

· 2 min de leitura
Ações da PF contra pré-candidatos ao senado colocam STF no debate eleitoral de 2026

As recentes operações da Polícia Federal (PF) contra pré-candidatos da direita ao Senado nas eleições de 2026 intensificaram o discurso de que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria no centro de um embate político de grande relevância para o próximo pleito. Deputados bolsonaristas do Partido Liberal (PL) — como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Rio de Janeiro — foram alvos de buscas e apreensões em investigações que apuram suposto desvio de verbas da cota parlamentar, ação que ocorreu na última sexta-feira (19).

A Operação Galho Fraco, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, mira indícios de que recursos públicos destinados a custos de mandato teriam sido desviados por meio de pagamentos a empresas de fachada, e até R$ 400 mil em espécie foram apreendidos, segundo a PF.

Na semana anterior, quem figurou no foco da PF foi o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), indiciado sob a mesma suspeita de uso indevido de verba parlamentar. Os alvos são todos pré-candidatos a senador e utilizam um discurso semelhante de que as ações da polícia e do Judiciário configurariam uma perseguição política para enfraquecer o campo bolsonarista nas eleições de 2026.

A narrativa de perseguição foi reforçada por aliados, que afirmam que a PF estaria sendo usada para intimidar parlamentares da oposição, ainda que essas críticas não se traduzam, até o momento, em evidências de interferência direta do STF nas investigações criminais — que seguem sob supervisão judicial.

O impacto político das operações ocorre em um momento em que o PL mantém ampla representação no Congresso, sendo um dos maiores partidos do país e detentor de significativas bancadas de deputados e senadores, o que coloca mais atenção nas disputas de 2026.

Especialistas avaliam que essas ações levantam debates sobre transparência, investigação de uso de recursos públicos e limites entre atuação judicial e cenário eleitoral, mas também alertam para o risco de polarização excessiva em um contexto já marcado por conflitos institucionais e narrativas de antagonismo entre poderes.

O episódio promete repercutir na campanha eleitoral, com bolsonaristas reforçando críticas ao STF e buscando consolidar apoio entre eleitores que veem a atuação das instituições de Justiça como um fator decisivo para o futuro político do país.